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Especial Corinthians Campeão da Libertadores: Parte 1

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Se você não aguenta ver um corinthiano feliz, acho melhor você se esconder pelos próximos di… mes… an…, sei lá, comece a conviver com isso, cara. Hoje, não só a América é corintiana como o Visitantes também é. Um bando de loucos vai invadir esse espaço aqui pra contar como é vencer o maior título das Américas e de quebra acabar com a piada mais manjada do futebol brasileiro nos últimos 100 anos.

Pra começar, nosso amigo @Rocco mandou um relato sobre o calvário de um “louco” desde o começo do ano até a glória final.

O calvário de um corinthiano

Começa mais um ano. Corinthians campeão brasileiro, vaga garantida na Libertadores, dessa vez sem “pré” dando adeus ao fantasma do Tolima. Mantenho-me receoso, não quero comemorar, cantar vitória antes do tempo, muito menos menosprezar aqueles que perderam a vaga, eu prefiro ser cauteloso.

Primeiro jogo, eu compro algumas cervejas, sento diante da TV e assisto a um empate, não é a melhor maneira de começar um campeonato de um time campeão brasileiro, mas pela lógica é um bom resultado para um time que nunca conquistou uma libertadores. Entro no “facebook”, vejo algumas zoações, eu ignoro não me irrito e nem me animo, esse ano será diferente, ficarei sereno até o fim do campeonato, até onde conseguiremos avançar. Combino com a namorada de irmos a dois shows, um cai numa quarta feira, 2 de maio, dia do primeiro jogo entre Corinthians e Emelec. Corinthians empata em 0×0, acompanho o show e o twitter para ter notícias, entro no táxi e conversando com o taxista sou informado que o jogo não foi grande coisa.

Compro ingresso para o RAW, quem me conhece sabe que sou fã de luta livre, a apresentação seria única no Brasil e infelizmente seria no dia do segundo jogo entre Corinthians x Vasco. Diminuo a empolgação com relação ao evento, no entanto, milagrosamente o evento é adiado para o dia seguinte. Sim, consigo acompanhar o jogo e o que foi feito desde o início se torna um ritual para as partidas que viriam a seguir.

O segundo ingresso adquirido no começo do ano, seria de um show que cairia numa quarta feira também, dia 4 de julho. Minha namorada me pergunta se a data não coincide com a final da Libertadores. Digo que é provável, ela decide trocar os ingressos por garantia, eu penso “vai que”, mas me mantenho sereno, não otimista, esse ano não. Dia 3 de julho acontece o show do Andre Rieu, sim eu gosto do tipo de música, acompanhado de minha namorada e sogra diante de Aleluia meus olhos lacrimejam e penso “Conseguimos”. Foram 27 anos esperando esse dia, antes mesmo de me conhecer como gente, eu já fui ensinado a ser um fiel seguidor do Corinthians.

Dia 4 de julho, independência americana, mesma roupa que eu utilizei nos outros jogos, mesmo ritual, mesma serenidade e um pensamento: “Gritar Campeão”, só isso que espero. Gritar o que ficou preso por anos na garganta, me sentir livre, liberto dessa obrigação. Ser mais um fiel seguidor em um bando de loucos cantando e comemorando. Dormir livre, sem esse peso, como será daqui para frente?

O Dia

O dia mais demorado do ano, a data mais demorada de toda uma vida. Cerveja na geladeira, sanduíche comprado, graças a minha namorada que se acostumou com essa rotina existente na Libertadores. O jogo começa, e naquele momento o tempo para, o coração acelera a respiração muda. Alguns reclamam de não ser a melhor partida do mundo, mas para nós se torna um clássico, o jogo de nossas vidas, a transgressão do cinema mudo, a primeira transmissão da TV em cores, a chegada do homem na Lua, o diálogo marcante de Casablanca para a época. Exagerado, não, o sentimento era único e a sensação desigual.

O gol veio como um tremor abalando estruturas, a voz saiu forte, o grito ecoou pelos corredores e por um instante o alívio. O segundo gol marcado seguido daquele ritual mantido desde o início do ano e o apito.

Silêncio, sorriso, choro, era difícil acreditar. Finalmente! Nasci, vivi, cresci para isso… Então essa era a sensação? Esse era o alívio? Que sensação boa, que sensação grandiosa, esplêndida, formidável.

Nasci Corinthians, Cresci Corinthians, Vivi Corinthians e sou grato por tudo que essa nação nos proporcionou.

Obrigado Corinthians!

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O R0cc0 é corinthiano, maloqueiro e sofredor. Graças a Deus.

Bruno Santos
Por Bruno Santos

Nasceu em Goiás mas foi criado na Cidade Maravilhosa. Na verdade, nem sabe onde fica Goiás. Botafoguense de corpo e alma, mas usa muito mais a razão do que o coração. Aceita as críticas ao time, mas nem tentem diminuir a grandeza do Glorioso, porque aí o bicho pega. Desde que ganhou esta camisa que foi usada pelo Jóbson nunca mais foi o mesmo. Já tentou fazer de tudo na vida, mas não sabe fazer nada. Resolveu se juntar a uma galera e iniciar um podcast sobre futebol, que evoluiu e virou isso aqui. O céu é o limite.