O ano do gambá na China
Que a chinesada é boa de drible, o mundo sabe. Imagina quantos chineses estão por aí, espalhados pelo planeta, dando fintas e olés em todo e qualquer tipo de agente da lei pronto para dar um carrinho na falsificação.
De gol também os caras manjam, vez que temos um bilhão de chinas e esses caras “marcam tento até no treino”, conforme os dizeres do seu primo lá de Piracicaba.
Mas falamos das amenidades do dia a dia de um chinês, não das quatro linhas. Dentro de campo os orientais correm tão bem quanto na 25 de março. Mas só. O futebol oriental não tem o passe dos colombianos ou a disposição brejeira dos africanos. Os Lees correm como perseguidos políticos. E nada além. Muito maroto no mercado de contratações, o Corinthians resolveu que é a hora de Mao Tsé usar o alvinegro e contratou Deng Xiaoping, Chang Ching Chong, Fin Fang Foom, sei lá o nome do desgracêra. Vamos chamá-lo de Maozé de agora até o final do texto.
Pouco ou nada se sabe sobre Maozé. Um vídeo no Youtube mostra o chinês batendo a mesma falta cinco vezes, o que é um sinal de preparo físico ou de replay. Em outro lance, ele dribla três zagueiros chineses de forma tão fácil que a becaiada comunista parece mais interessada nos canapés da reunião do comitê; por fim, deixa o goleirão no chão. Mas driblar chinês deve ser mais fácil que comer yakissoba de garfo.
O clube diz que se trata de uma entrada no mercado. Diferente da minha mãe, que entra no mercado a qualquer momento, o Corinthians tem pouca inserção na gringa porque ainda não ganhou a Libertadores. Como se os chineses acompanhassem a Libertadores entre a costura de uma camiseta da Lacroste e um MP14 da Somy, mas durma com esse barulho. Já que o dinheiro compra tudo, menos a taça sulamirandamericana, o clube alvinegro resolveu que era hora de comprar um JAC ou um atacante chinês. Optou pelo segundo porque existem mais peças de reposição.
Se o clube acertou ou não é outra história. Vai que os chinas se empolgam com o fato de Maozé vir para o Brasil e comecem um histórico VAI COLINTIA em frente aos tanques de guerra na Praça Tiananmen, Praça Tiririca, Praça da Paz Celestial, Praça é Nossa ou o que o valha. Só isso já paga o ingresso. E é aquele negócio, para jogar no paulista você pode ser chinês, árabe, catariano, Moradei ou qualquer cidadão de um país com pouca tradição no futebol.
Agora o time do povo tem um representante da República Popular da China. É de se pensar a propaganda que Mao Tsé faria disso: Lênin, Trótski e Maozé recebendo passes açucarados do Grande Timoneiro enquanto uma zaga formada por dragões capitalistas oprimem o povo. Uma coisa é certa: a Fiel já pode cantar “NÃO É MOLE NÃO, ALÉM DE PASTELEIRO BATE BOLA NO TIMÃO, é Maozé!”
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