Não chego a ser o que as pessoas chamam de colecionador. Eu tenho fascínio por camisas de futebol, compro sempre que vejo uma que considero histórica, apesar dos preços absurdos. Ao contrário de alguns colecionadores, uso as camisas que tenho, inclusive para jogar bola. E quase sempre tento ligá-las a uma história, a um momento boleiro. Nesta primeira leva teremos um misto: as camisas mais antigas de dois clubes do coração e suas versões mais atuais, além de um clássico e uma exótica.
Corinthians 1994
Os dois jogos da final da Copa do Brasil contra o Grêmio foram sofridos, apesar de termos ganhado aqui e lá, erguendo o caneco no Olímpico. A sete de Marcelinho Carioca estava lá comigo, escudo pressionado pela mão, numa aflição desgraçada. Por incrível que pareça, esse patrocínio da Suvinil funcionou bem na camisa do Corinthians. Deu um toque de uniforme da Alemanha do começo dos anos 90 ao uniforme do Timão. Acho bacana também os escudos na camisa, em moda nos anos 90.
O primeiro dono dessa camisa foi meu irmão que, a época, fazia faculdade de Educação Física na mesma instituição que o Marcelinho. Certo dia ele pediu para o jogador autografá-la e foi atendido. O azar dele é ter um irmão animal que joga bola com camisa autografada. Digam oi para mim, o animal em questão.
Corinthians 2010
A camisa do primeiro semestre é um retorno a clássica preta e branca depois de muitos modelos desastrados para uns, legais para outros. Dois pontos positivos nessa camisa: a gola branca a moda antiga e o escudo gigante. Comprei ela quando fui a uma feira de futebol e a grande dúvida era qual nome colocar nas costas. Lembrei de Neto, Sócrates, pensei até no Maradona. Optei pelo Ezequiel, craque da grossura e símbolo da raça.
Juventus 1996
A camisa da final da Champions de 1996, onde a Juve bateu o Ajax nos pênaltis por 4 x 2 após empatar em 1 x 1 no tempo normal. Foi a primeira camisa que comprei com meu dinheiro, não herdada do meu irmão. Sonho com o dia em que a Nike, nessa onde de fazer homenagens, retome esse layout das estrelas nos ombros. E de preferência com essa fonte de número de várzea.
Juventus 2009
Da temporada passada, a última da New Holland. Lembra muito as camisas clássicas da Juve , sem muitos rodeios. Apesar de simples, acho uma das mais bonitas entre as que tenho.
Brasil 1993/1994
A mais antiga da coleção, porque tenho dúvida se ela é de 1993. Lembro que o Romário usou uma igual contra o Uruguai, nas Eliminatórias, naquele jogo antológico do Maracanã. Os três escudos da CBF na camisa são geniais. A versão azul dessa camisa entra na lista de mais bonitas da vida.
Copenhagen 2008
Gosto de camisas, e gosto em dobro quando tem patrocínio de cervejaria. Essa do Copenhagen preenche dois quesitos: é bonita e tem o logo da Carlsberg, patrocinadora que não estraga camisa alheias como a Carling faz com o Rangers na Escócia. Apesar do modelo para magros da Kappa, veste numa boa e não ressalta a barriga de gordo fumante. O símbolo do clube é bacana à beça.






