Superstição e futebol são coisas que caminham de mãos dadas, lado a lado, desde a época que Charles Muller trouxe a primeira redonda embaixo do braço para uma galera de operários tirar o primeiro contra entre si. Aparentemente a primeira greve rolou ali, já que os patrões, esses modafocas sem coração, falaram que pagavam aquela miséria para trabalharem e não jogarem bola.
Fiz esse nariz de cera, para falar um pouco sobre esse negócio que, ora sim, ora não, acredito. Afinal sou aquele cara que, durante a Copa, rivalizou com Mick Jagger e, a certo momento, com o Polvo Paul (só nas oitavas), nos erros e acertos dos jogos das seleções mundiais.
Ontem, dia do clássico Majestoso, também conhecido como Corinthians e São Paulo (ou Galinhas/Gambás x Bambis) resolvi jogar o futebol dos galerosos com a uma nova camisa que adquiri essa semana, o lindo e maravilhoso manto de visitantes do São Paulo Futebol Clube.
Antes do jogo, confiante na vitória sobre aquele time rival do verde
Não que eu acredite fielmente (ops) ou piamente (ah sim) em azar, como os co-irmãos da Pompéia, mas durante o jogo, nunca marquei um gol, fiz um contra e ainda senti uma fisgada, como se fosse câimbra, na perna. Não joguei mal, pelo contrário, mas senti algo diferente hoje, principalmente que na semana passada marquei 3 e até chapéu dei (excluindo um lance bizarro numa cobrança de lateral, também conhecido como acidente de trabalho).
Após a partida, fui para casa e, outro sinal, acompanhei o jogo pela rádio CBN, já que nenhum canal, tirando o PFC, exibiu o clássico.
Sim, recoloquei a camisa, acreditando que traria sorte.
Se você não é de Marte, Acre, ou Parelheiros, já sabe o que aconteceu no jogo, 3×0 para o time da marginal sem estádio, com dois de Elias e um de Jucilei. JUCILEI! Só não foi pior, porque existe um jogador com vergonha na cara no São Paulo, também conhecido como Rogério Ceni, senão era uns 6 ou 7. Foi um baile!
Após a partida e uns protestos no Twitter (sim, xinguei muito lá) tirei a camisa, a olhei com carinho e pensei: “Não é culpa sua”.
Depois dos jogos, colocada para lavar.
Em todo caso, para a próxima partida, ou até clássico, ela ficará lá quietinha, no fundo do armário, para não sujar.
Afinal, não acredito nessas coisas.
