Golofobia
É como ganhar um Playstation em uma noite de Natal. Depois de quase três anos, Souza saiu do Corinthians para entrar para a história do Bahia.
Antes que o nobre leitor diga que eu tô de marcação com o atacante, o que é desnecessário já que a natureza dá conta do errado, vos digo que sofri mais que Helena em novela do Manoel Carlos. É impressionante a imperícia do Souza em marcar um tento sequer. Se Einstein nascesse com o meu cérebro, ele seria o Souza da matemática. Souza não tem visão periférica, porque a testa dele é maior que daqueles dinossauros testudos que aparecem nos filmes do Discovery. Apesar de alto, não tem impulsão, pois seu corpo possui um sistema de molas idiotas que o deixam mais mambembe que circo em Roraima. Chuta com a direita e com a esquerda como se estivesse em uma cadeira de rodas. Até no posicionamento o figura é ruim, haja vista que sua testa do tamanho da proa do Titanic o impede de fazer manobras simples como recuar para fugir de um impedimento.

Souza chuta torto, nunca se indireita, se posiciona mal e não acerta de cabeça...
Mas sabe-se lá por qual demanda de um ritual satânico absurdo, o Mano Menezes resolveu contratá-lo. Sou mano do Mano, nunca neguei, mas esse erro macula minha relação de admiração com o professor de tal forma que acho difícil perdoá-lo. E era tão difícil ver o Souza jogar que me questionava se era possível que eu, pança maior que a do Adriano, não seria capaz de marcar meus gols no ataque do Timão. Perdeu o lance da graça que tinha com o Gioino ou com o Marlos. Se o Souza jogasse no Palestra, ficaria triste pelos queridos porquinhos.
Vejam, foram 72 jogos com a camisa do Timão e 12 gols, média de 0,16 gols por jogo. ZERO VÍRGULA DEZESSEIS. “Ah, mas ele era reserva do Ronaldo”. Pior ainda: imaginem quantos gols Souza perderia se fosse o titular?
Só mesmo o santo forte da Bahia para aguentar o Souza. Resta saber até quanto tempo Iemanjá ficará numa boa e não inundará a Baía de Todos os Santos como prova de indignação. Aproveite, caríssima entidade, e leve a oferenda com você.

