Orgulho, preconceito e Vasco da Gama
Você que é ouvinte/leitor do Visitantes há um bom tempo sabe que eu, sempre que posso e até quando sou impedido, faço uma piada sobre o Vascão. Não que seja por ódio ao clube cruz maltino, longe de mim. Gosto muito do clube e admiro o fato dele ter sido o único brasileiro a – pelo menos até agora – conquistar um título importante em ano de centenário. Mas é necessário dizer: apesar de algumas vitórias, o Vasco sempre que pode flerta com o pastelão. E nem é de Belém.
Porém, mais do que os brasileiros conquistados, os cariocas vencidos, a Libertadores alcançada e o Mundial que quase veio por duas vezes, o Vasco tem na sua história uma das páginas mais bonitas do futebol brasileiro. Em 1923, o clube cruz maltino foi campeão carioca, em seu primeiro ano no futebol profissional. À época, o racismo jogava tanto dentro e fora de campo. Para nós, que temos em Pelé o símbolo máximo de atleta, fica difícil imaginar que a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos – antigo nome dado a Federação Carioca de Futebol – insitituiu que o campeão carioca somente defenderia o título em 1924 se demitisse todos seus jogadores negros, mulatos e pobres. Exigência feita, a presidência do clube carioca não pesou duas vezes e decidiu que não participaria do carioca de 1924.
E é justamente esse feito histórico que é comemorado pela Penalty com a terceira camisa do time. Réplica do uniforme de 1923, a camisa com o desenho de uma mão no lado esquerdo do peito e a inscrição “Democracia e inclusão” na gola da camisa. Mas a comemoração pelo feito do clube que saúda o nome do bravo português foi além: com o movimento “Eu abro mão” o Vasco vai homenagear seus heróis na fachada do estádio de São Januário.

Norte e sul desse país
Funciona assim: vascaínos de todo o país terão a chance de deixarem gravado as palmas das mãos no estádio do clube. Para se candidatar, o torcedor deve utilizar o aplicativo que está na página da Penalty. Esse aplicativo vai capturar a imagem da palma da mão de cada vascaíno que participar. No final da promoção, 1923 palmas serão sorteadas e impressas pelo pessoal do Geek Physical, formado pela canadense Vanessa Carpenter e pelo dinamarquês Nicolas Friis. Além da página no Facebook, a Penalty também divulga informações sobre a campanha na sua página no twitter. Abaixo, o vídeo mostra a adesão de jogadores, vascaínos famoso e anônimos e do presidente e ídolo do clube, Roberto Dinamite, à causa:
É comum brincarmos com a sina de vice do Vasco da Gama, mas justiça seja feita: não fosse por essa atitude da diretoria, demoraria para sermos campeões do mundo com gols de Pelé ou Ronaldo.

